sábado, 7 de abril de 2012

Dores do Crescimento

A criança se queixa de dor nas pernas durante a noite. De dia, está brincando normalmente. É a dor do crescimento

Redação Crescer

Paladino
Beatriz Negrão, de 4 anos, acorda durante a noite reclamando de dor nas pernas. Não há machucados nem manchas de batidas. A menina também não sabe explicar exatamente onde dói.
A mãe acha, então, que é cãibra. Faz massagens nas pernas da filha. Beatriz acorda sem dor, brinca normalmente, vai para a escola. Às vezes, a cena se repete na noite seguinte. Ou depois de uma semana ou mais. "São os sintomas clássicos da dor do crescimento", explica Francisco Lembo Neto, coordenador do Departamento de Pediatria do Hospital Samaritano, em São Paulo.
"Esse incômodo começa a aparecer por volta dos 3, 4 anos.
Não há uma causa definida. Geralmente é fadiga muscular. Nessa fase, os tendões estão tencionados por causa do crescimento ósseo.
 A criança faz uma aula de educação física mais pesada e o esforço sobrecarrega a musculatura", explica o médico.

Não é frescura

- Quem atinge: Crianças a partir dos 3, 4 anos e até os 10 anos, fase considerada de primeiro estirão. Pode surgir no segundo estirão, entre 12 e 15 anos, mas é raro. Crianças sedentárias são muito afetadas.
- Onde, como, quando dói: Surge mais à noite, nas pernas, na região das coxas e panturrilhas. É uma dor difusa, freqüente ou esporádica.

- Causas: Em geral, trata-se de um desequilíbrio no ritmo de crescimento dos ossos, tendões e músculos. Um pode se desenvolver de forma mais acelerada que outro. Quando se igualam, a dor pára. Componentes emocionais e hereditários podem fazer parte do quadro.

- Tratamento: Normalmente, não é necessário. Bastam massagens e compressas quentes para aliviar a dor. Se ela for muito intensa e constante, consulte o médico para outras orientações. 


O vaivém da dor e a falta de sinais externos que a justifique podem levar os pais a acreditar que o filho
 está apenas fazendo um charminho, querendo mais atenção com sua queixa. Pode estar mesmo e essa necessidade ser tão real quanto a dor. "Não é frescura da criança.
Dói mesmo, às vezes a ponto de fazer ela acordar à noite. Ocorre que é muito comum a dor do
 crescimento ter um componente emocional, provocado por situações como o ingresso na escola, o nascimento de um irmão ou um conflito familiar", esclarece.
A questão emocional não é causa da dor, segundo o médico, mas predispõe seu aparecimento, assim como o fato de os pais sentirem ou terem sentido em sua infância dores crônicas semelhantes. Esses fatores contam, mas o que importa é a dor não ser desprezada, principalmente quando for constante.
 O jeito é ficar de olho nas pernas do filho e fazer massagens e compressas para aliviar a dor.
 A criança deve ser examinada, para que se exclua a possibilidade de outros diagnósticos. "Dor nas pernas também pode sinalizar problemas articulares, reumáticos e ósseos mais sérios", diz o médico.

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