domingo, 25 de março de 2012

Como tirar o melhor dos alimentos

Pesquisas mostram quais são as formas adequadas de preparar as refeições para conseguir preservar todos os nutrientes e impedir a formação de compostos prejudiciais à saúde

Mônica Tarantino

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Depois da constatação dos benefícios dos nutrientes para a saúde, a ciência se aprofunda em uma segunda etapa. Pesquisadores da alimentação estão buscando uma cozinha mais inteligente, direcionada para encontrar as melhores formas de extrair dos alimentos o que eles têm de melhor, evitando o desperdício de substâncias como vitaminas, minerais e compostos da família dos polifenóis, antioxidantes que ajudam na prevenção do envelhecimento precoce das células.

Nos consultórios dos nutricionistas, essa preocupação tem se manifestado na forma de recomendações sobre a maneira mais adequada de combinar as comidas do prato. “A ciência está mostrando que há associações que podem incentivar a absorção de vitaminas e minerais, enquanto outras levam à perda e ao desperdício”, ensina a nutróloga e endocrinologista Vânia Assaly, do Instituto de Prevenção Personalizada, de São Paulo. Na vida prática, as constatações implicam condenação de algumas parcerias de sucesso à mesa. Uma delas é o encontro muitas vezes consagrado pela gastronomia internacional das carnes com os derivados do leite. Apesar do sabor incomparável, a dupla se anula. “Servir alimentos ricos em cálcio e ferro na mesma refeição é perda de tempo. Eles competem no intestino, que consegue absorver apenas um ou outro de cada vez”, afirma a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria.

A melhor conduta, do ponto de vista dos analistas da alimentação, é separar ambos. Mesmo assim, ainda falta um ajuste para tirar o melhor da carne. “A combinação mais proveitosa para obter mais ferro da carne é acrescentar à mesma refeição frutas como morango, acerola, kiwi, laranja. A vitamina C, abundante em todas elas, modifica o estado do ferro, permitindo que seja mais bem absorvido”, ensina a nutricionista Daniela Jobst, de São Paulo, pós-graduada em nutrição clínica funcional e bioquímica do metabolismo.

Sob os critérios do melhor aproveitamento nutricional, a dupla café com leite também não passa no teste. “A cafeína prejudica o aproveitamento do cálcio”, explica Daniela. Quer dizer que, para o organismo, é melhor banir o pingado e o pão com manteiga? “Trata-se de um hábito muito enraigado no cotidiano do brasileiro. Por isso, a orientação é aumentar o consumo de outros derivados de leite no intervalo das refeições para haver maior ingestão do mineral”, explica a nutricionista Erika Alvarenga, de São Paulo, especialista em fisiologia do exercício e saúde.
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TREINO
Kátia e suas funcionárias receberam orientações para cozinhar corretamente


Para tornar mais pa­­­­latáveis recomendações como a separação da carne e do leite, Erika criou um programa de atendimento domiciliar. Durante três a seis meses, ela frequenta a casa dos clientes para ensinar a compor cardápios sem os equívocos que eliminam ou desperdiçam nutrientes. A arquiteta Kátia Llaneli entrou no programa pela segunda vez para oferecer o treinamento para a cozinheira Renilde Jesus dos Santos e a babá Margareth Pontes. Uma das novidades que elas estão aplicando no dia a dia é tirar o macarrão da água de cozimento de um a três minutos antes do tempo indicado no pacote. E jamais esquecer da água fria antes de temperá-lo. “Deixar o macarrão ao dente e depois resfriá-lo permite que o amido adquira uma forma mais resistente, que não é tão facilmente absorvida pelo organismo. Isso dá saciedade por mais tempo”, explica Erika. “Estou aprendendo muito. Não sabia, por exemplo, que é necessário esperar pelo menos duas horas depois de ter dado uma comida com carne a uma criança para dar leite materno ou mamadeira”, diz Kátia, mãe de Rafael, 2 anos, e Beatriz, 3 anos.

A mesma preocupação em preservar os nutrientes está refletida em estudos que buscam conhecer quais são, de fato, os alimentos mais ricos em substâncias bem-vindas ao corpo. Um exemplo é o trabalho de duas universidades da Inglaterra, Liverpool e Glasgow. As instituições fizeram uma pesquisa de três anos para avaliar a qualidade do leite orgânico, produzido por vacas alimentadas com grama, em relação ao leite proveniente de animais que comem ração. A conclusão foi que o produto orgânico possui mais gorduras do tipo ômega 3, que beneficiam o sistema cardiovascular.

Muito também tem se descoberto sobre os malefícios que podem advir de um preparo mal orientado. Um trabalho feito pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, por exemplo, constatou que o cozimento da carne (vermelha e branca) sob altas temperaturas pode levar ao surgimento de dois compostos químicos nocivos: as aminas heterocíclicas (HCA) e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAHs). Em pesquisas com animais, ambos estão associados ao câncer. “O HCA também pode se formar diretamente sobre a carne quando ela é frita ou grelhada”, diz a nutricionista Raquel Maranhão, do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da empresa BeSlim. “A forma mais adequada é o cozimento lento, em fogo baixo, com o cuidado de manter a carne sempre hidratada, assegura a nutróloga Vânia Assaly.

Outra estratégia para impedir a formação desses compostos seria a adição de ervas. De acordo com uma pesquisa feita na Universidade Kansas State, nos Estados Unidos, colocar alecrim na panela reduziu em até 92% a formação dessas substâncias. Outras especiarias, como coentro, açafrão e cominho ajudariam a prevenir a formação dos hidrocarbonetos em 39%. E há também a possibilidade de compensar a presença dessas substâncias indesejáveis ingerindo, regularmente, porções de folhas e legumes coloridos. “Eles fornecem substâncias que ajudam o organismo a neutralizar a ação dessas substâncias”, explica a nutricionista e mestre em ciências Márcia Daskal Hirschbruch, da Recomendo Consultoria Nutricional e de Qualidade de Vida, de São Paulo. “Variedade à mesa e na forma de preparo são o grande segredo. Assim, garantimos mais um nutriente fundamental para a saúde, que é o prazer de comer”, diz Márcia.








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FONTE REVISTA ISTOÉ

Estresse infântil

Estresse infantil

Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola. Pesquisas na área de neurociência e comportamento mostram como a exposição a fatores estressantes compromete o desenvolvimento das crianças e o que fazer para evitar danos futuros

Rachel Costa

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Natação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram
da pré-escola e já cumprem agendas de “miniexecutivo”, com compromissos que se estendem ao longo
 do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos superpreparados
para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto.

 Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse.
“É uma troca que não vale a pena”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do
Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância. “Frequentemente essa
rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais
ela não está neurologicamente capacitada.” Como uma bomba-relógio prestes a explodir, o estresse
infantil tem ganhado status de problema de saúde pública. Nos Estados Unidos, por exemplo,
a Academia Americana de Pediatria publicou, em dezembro, novas diretrizes para ajudar os médicos
 a identificar e tratar esse mal. O risco dessa exposição, alertam os cientistas, são danos que vão bem
além da infância, como a propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão.

Dos poucos estudos brasileiros sobre estresse infantil, se destaca um levantamento realizado pela pesquisadora Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR). A pesquisa, feita com 220 crianças entre 7 e 12 anos nas cidades de Porto Alegre e São Paulo, revelou que oito a cada dez casos em que os pais buscam ajuda profissional para seus filhos por causa de alterações de comportamento têm sua origem no estresse. “O estresse é uma reação natural do nosso corpo, o problema é esse estímulo atingir níveis muitos altos ou se prolongar por longos períodos”, diz Ana Maria.

Para ajudar pais e profissionais de saúde a identificar quando há risco, cientistas do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, propuseram uma divisão: o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco tempo; o tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança recebe ajuda; e o tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com a situação.
“A origem pode estar em episódios corriqueiros que gerem frustração ou aflição frequentemente, como brigas na escola ou com familiares, ou em situações únicas, mas com impacto muito grande, como a morte inesperada de alguém próximo, abuso sexual ou acidente”, esclarece Christian Kristensen, coordenador do programa de pós-graduação em psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Quando exposto a quantidades muito grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação.
 Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. “Essa região é responsável pelo controle das funções cognitivas, como a capacidade de moderar a impulsividade e a tomada de decisões”, explica o neurocientista Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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SINAIS
Uma professora alertou Liliana para a dificuldade do filho Rafael em ler os enunciados.
No médico, descobriu-se o porquê: o garoto tem ansiedade e déficit de atenção


Mas o que tem tirado as crianças do eixo tão prematuramente? No estudo realizado pelo Isma-BR,
em primeiro lugar aparecem a crítica e a desaprovação dos pais, seguidas pelo excesso de atividades,
o bullying e os conflitos familiares. Esse último fator mereceu atenção especial em uma pesquisa realizada
 na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. E o resultado comprovou uma suspeita antiga.
“Em nosso estudo demonstramos que o ambiente estressante está associado à ocorrência mais frequente
de doenças nas crianças”, disse à ISTOÉ a pediatra Mary Caserta, coordenadora do trabalho, que
 envolveu 169 crianças entre 5 e 10 anos. Muitas vezes, os pais nem desconfiam que a enfermidade
 do filho pode ter raízes no estresse. “Passa tão batido que às vezes a criança é medicada de modo
errado”, diz Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora da PUC-Campinas. Encontrar reações físicas intensas, mas sem nenhuma doença de fundo não é mais novidade
 para os médicos. “Cefaleias e dores abdominais causadas por estresse são as queixas mais comuns”,
diz Ricardo Halpern, presidente do departamento de comportamento e desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção dos pais. São os “reizinhos mandões”, como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. “Esses meninos e meninas têm muita voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço”, diz a especialista. Não deixar a criança aprender a contornar situações difíceis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a resiliência – a capacidade de a pessoa se adaptar e sair de situações adversas. “Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse”, diz a psicanalista infantil Ana Olmos.

Com a evolução científica, o que se tem constatado é que não só no comportamento as reações ao estresse são distintas. Estudando um grupo de 210 crianças de 2 anos, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, notaram que comportamentos diferentes estão associados a níveis distintos de cortisol no sangue. Os pequenos voluntários foram divididos em dois grupos: as “pombas” (crianças cautelosas e dóceis) ou os “falcões” (atrevidas e assertivas). Enquanto as “pombas” apresentavam uma elevação abrupta na quantidade de cortisol circulando na corrente sanguínea quando expostas a situações estressantes, nos “falcões” a concentração desse hormônio permanecia praticamente inalterada. E isso trazia consequências diversas para os dois grupos: “pombas” demonstraram mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já os “falcões” estavam mais suscetíveis a comportamentos de risco, hiperatividade e déficit de atenção. “É importante reconhecer essas diferenças para intervir”, disse à ISTOÉ Melissa Sturge-Apple, coautora da pesquisa.
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MÉTODO
Edmara de Lima coordena os professores e funcionários da Prima Escola
Montessori para diagnosticar as mudanças emocionais dos alunos


“O estresse é um fator de risco importante para a grande maioria das doenças mentais”, diz Guilherme Polanczyk, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. “E seu efeito sobre o organismo é bem maior em sistemas menos maduros, como o das crianças.” Prova disso foram os dados apresentados por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A exposição à violência, ainda que moderada, foi capaz de gerar modificações no comportamento em 90% das 160 crianças entre 4 e 6 anos analisadas no estudo. As principais alterações eram pesadelos, voltar a fazer xixi na cama e a chupar o dedo. Em um terço dos pequenos voluntários, a consequência foi mais grave: ocorreram crises de asma, alergias e déficit de atenção ou hiperatividade. E 20% deles desenvolveram transtorno do estresse pós-traumático. “Quanto mais estresse na infância, maior a chance de se ter alterações físicas e psicológicas quando adulto”, disse à ISTOÉ Sandra Graham-Bermann, autora da pesquisa.

Foi após dois eventos estressores que a menina R., 14 anos, desenvolveu o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Na mesma semana, em 2009, ela viu o som do carro da mãe ser roubado e o pai escapar, por pouco, da tragédia no voo 3054 da TAM (que se chocou contra um hangar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando todos a bordo). Depois dos sustos, começou a manifestar manias de repetição. “O ritual de repetição me deixa muito ansiosa e me abate muito”, diz a menina. “Para os pacientes de TOC, a própria doença é considerada estresse crônico”, avalia o psiquiatra Eduardo Aliende Perin, membro do Consórcio Brasileiro de Pesquisa em TOC.
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RECOMEÇO
Em Realengo, o desafio é apagar da memória de alunos, funcionários e
pais a experiência negativa de ver estudantes mortos dentro da sala de aula


Estresse e transtornos mentais também vêm juntos quando falta diagnóstico. Foi o que ocorreu com o psiquiatra Jorge Simeão, 38 anos. Sem saber o que tinha, ele sofreu durante toda a sua adolescência e juventude. Muitos o consideravam um rapaz distraído, que não se preocupava com os outros. Foi preciso se formar na faculdade como médico psiquiatra para Simeão finalmente descobrir que os traços de comportamento que o acompanhavam não eram uma falha de caráter, mas uma alteração no funcionamento do seu cérebro. Ele tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “O esforço que precisava fazer para me concentrar e a falta de compreensão de colegas me geraram uma tensão muito forte, a vida toda.” Histórias como a de Simeão são bem mais comuns do que se imagina. Pelos cálculos da Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças tem alguma desordem psiquiátrica e a grande maioria leva anos até receber o diagnóstico. A mais comum, de acordo com pesquisas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, é a ansiedade, presente em 8% dos meninos e meninas abaixo dos 18 anos. Em seguida, aparecem a depressão (7,8%), os distúrbios de conduta (5,6%) e o TDAH (5%).
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ATENÇÃO
Várias crianças atendidas pelo psiquiatra Guilherme Polanczyk
apresentam estresse como sintoma de um transtorno mais grave


Ainda há poucas ações voltadas para a saúde mental infantil, mas algumas já demonstram bons resultados. Edmara de Lima, coordenadora pedagógica da Prima Escola Montessori, em São Paulo, orienta uma dessas. “Observamos as crianças sob três ângulos: primeiro analisamos o corpo, se ela enxerga e fala bem e se está com os hormônios em níveis adequados. Depois analisamos a inteligência, se está adequada à idade. Por último vemos as questões emocionais.” No Rio, o neurologista do comportamento Alexandre Ghelman ajusta os últimos detalhes para iniciar, no próximo semestre, um trabalho com alunos do terceiro ano do ensino médio para evitar a tensão, em especial a gerada pelo vestibular. “Vamos ensinar-lhes técnicas para que lidem melhor com as situações estressantes”, diz Ghelman. Entre as lições, os jovens vão aprender como identificar o que os tira do sério, quais são os sentimentos que os dominam nessa hora e como relaxar diante dos fatores estressores. A escola tem mesmo muito que contribuir. Foi graças ao alerta de uma professora que a editora gráfica Liliana Franco, 48 anos, levou o filho Rafael, então com sete anos, ao médico. “Ela me disse que ele estava lendo só a primeira linha dos enunciados das perguntas antes de responder às questões”, afirma Liliana. No psiquiatra, se descobriu que Rafael tem TDAH e ansiedade. Com o treino cognitivo-comportamental e o tratamento medicamentoso, porém, o garoto, hoje com 15 anos, conseguiu reverter vários sintomas e se prepara para prestar vestibular.

Nem todos, porém, têm a sorte de receber um diagnóstico precoce. Daí advêm as complicações. “Podemos fazer um paralelo entre os transtornos mentais e a diabete. Em ambos, você não vai curar a pessoa, mas quanto mais cedo é a intervenção, maiores as chances de reduzir seus impactos”, avalia o psiquiatra Christian Kieling. “A lacuna entre quem tem algum transtorno mental e aqueles que recebem o atendimento especializado é muito grande”, avalia Dévora Kestel, assessora regional de Saúde Mental da Organização Panamericana de Saúde (Opas). No Brasil, o governo federal planeja os primeiros passos. “Estamos começando a pensar uma política integrada entre os ministérios para cuidar da saúde mental na infância”, informou Paulo Bonilho, coordenador nacional de Saúde da Criança do Ministério da Saúde. Medida mais que necessária para desarmar a bomba-relógio do estresse infantil.
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INCOMPREENSÃO
Sem um diagnóstico, o psiquiatra Jorge Simeão cresceu sob a tensão de
não conseguir ser “normal” como os outros. A dificuldade em se lembrar
de coisas e o esforço para se concentrar eram constantes fontes de estresse


Massacre traumático
Até um ano atrás, um estudante armado invadir um colégio e atirar contra seus colegas era algo distante do imaginário brasileiro. A cena era usualmente associada a alguma tragédia americana – país que concentra 70% de ataques desse tipo. Desde 7 de abril de 2011, porém, o Brasil passou a integrar essa estatística. Wellington de Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, invadiu o colégio e disparou contra alunos e funcionários, deixando 12 mortos. “É preciso atenção após tragédias, pois elas são importantes gatilhos para os transtornos mentais, em especial o do estresse pós-traumático”, avalia Fábio Barbirato, chefe do setor de psiquiatria da infância e adolescência da Santa Casa do Rio. Por isso, desde o massacre há um esforço coletivo para apagar essas marcas. No atendimento psicológico, que se iniciou no dia seguinte ao incidente, já passaram 90 crianças e 100 adultos. Cerca de metade deles segue em tratamento. Caíque, um menino de 3 anos que perdeu a tia Jéssika Guedes no massacre, ficou durante muito tempo perguntando quando a jovem voltaria para a casa. “Ele perguntava para quem ia à escola se Jéssika estava lá.” Com apoio psicológico, está aos poucos assimilando que a tia não voltará mais. Como ele, várias crianças e famílias ainda sofrem com a tragédia. “Pode demorar anos para esses efeitos negativos serem contornados”, disse à ISTOÉ o psiquiatra Timothy Brewerton, um dos responsáveis pelo atendimento às vítimas do massacre de Columbine, ocorrido em uma escola americana em 1999. Para ele, à medida que se aproxima o marco de um ano da tragédia, é preciso mais cuidado. “A efeméride é uma espécie de gatilho para novas reações emocionais.”



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Que Deus nos ajude a criar e educar nossos filhos! vamos ficar mais atentos a eles, e nesses tempos de modernidade e muita trabalho, não sobra tempo pra  nós pais, darmos a devida atenção.
sair com nossos filhos, passar um dia  com eles, brincar até cansar e deixar estravazar qualquer insegurança que eles possam ter
eles precisam saber que pódem confiar na gente!


FONTE: REVISTA ISTOÉ

Simplesmente Ignoramos as Promessas de Deus

Será que isto soa familiar?
 Cá estamos hoje como filhos do mesmo Deus Santo, possuindo em nós a
 maravilhosa promessa do consolo do Espírito Santo; mesmo assim saímostodos os dias temendo o opressor.
 Conhecemos o que nosso Senhor nos prometeu: orientação, paz, abrigo do temporal, solução quando não parece existir solução,
recursos para todas as necessidades, cura para todas as dores.
 Cremos em alguma destas coisas?
Será que jogamos estas promessas em algum lugar da mente e prosseguimos em nossos caminhos, com preocupação, medo, e resolvendo nós mesmos as coisas?
Temo que sim!
 E somos todos iguais. Ficamos tensos, sós e deprimidos,
caímos em tentação, cedemos à luxúria; cometemos erros trágicos e vivemos em culpa e terror - e o tempo todo optamos por esquecer tudo que Deus nos prometeu.
Esquecemos que servimos um Deus que lançou os fundamentos desta terra.
Esquecemos que nosso Pai é onipotente, e que tudo que existe foi feito por Ele.
 Só enxergamos os nossos problemas.
Os nossos medos bloqueiam a visão do Seupoder e da Sua glória.
 Nos apavoramos; entramos em pânico; questionamos; duvidamos.
Esquecemos, na hora da necessidade, que nosso Deus nos tem na palma de Suas mãos.
Em vez disto, assim como os filhos de Israel, tememos nos complicar ainda mais e sermos destruídos pelo inimigo.
 Como deve ser difícil para nosso amoroso Pai entender porque não confiamos nEle quando estamos derrotados e enfrentamos necessidades.
Ele deve pensar:
“Será que não sabem que os gravei na palma das mãos?
Não posso Me esquecer deles na hora da necessidade mais que uma mãe que
amamenta, possa esquecer de seu filho...e mesmo que uma mãe se esqueça
 de seu filho, não Me esqueço de um sequer de meus filhos” (Isaías 49:15-16).
 fonte: Blog Deixando minha marca

domingo, 11 de março de 2012

10 dicas para controlar o impulso de comer:

 

Saiba como controlar a fome presente nos momentos de ansiedade



O Dr. Sidney Chioro, neurologista formado pela USP e que há
mais de 40 anos trabalha com pessoas que desejam emagrecer,
explica que o mais importante no processo de emagrecimento
 é retirar o impulso e doutrinar o cérebro a comer por fome real.
 “Se não houver controle sobre o impulso de comer, certamente a ingestão de alimento ocorrerá em maior quantidade. Respeitar o
tempo do cérebro na assimilação da mensagem de saciedade é o primeiro passo para identificar e diferenciar a fome do impulso de comer”, afirma o médico.

Utilizando a neurologia e a psiquiatria, ele elaborou um tratamento que mostra ser possível emagrecer sem dietas e remédios. Basta, apenas, aprender a comer do jeito certo, respeitando as necessidades reais do seu corpo. Veja algumas dicas elaboradas pelo dr. Sidney. Elas vão ajudar quem quer iniciar o processo de emagrecimento a partir da mente.



1) Organize-se para estar com fome na hora das refeições.

2) Ao chegar em casa, não avance na geladeira. Descanse antes de se alimentar.

3) Não coma antes de se sentar à mesa. Pare, observe e pense no que você irá comer.

4) Inicie o almoço por uma salada. Além de ter sais minerais, ajuda o intestino a funcionar melhor.

5) Coloque a comida no prato de forma bonita, atraente, que estimule você a saborear os ingredientes, tornando o momento mais prazeroso.

6) Coma bem devagar, mastigue sem muita pressa e sinta o sabor real dos alimentos.

7) Não deixe para o fim o que você mais gosta: esse hábito facilita que se coma em excesso.

8) Não fique pensando no que você não gosta em seu corpo. Foque em seu real objetivo.

9) Quando você estiver com ansiedade, procure ver o que está lhe causando essa tensão e se proponha a resolver. Não desconte na comida esse nervosismo.

10) Beba entre um e dois litros de água, diariamente. Além de melhorar o metabolismo, o hábito torna sua pele mais bonita.

Coruja exibida solta gargalhada para o fotógrafo

Enquanto você está aí de cara fechada, essa corujinha mostra que a vida é boa!!!!


corujaUma coruja está fazendo o maior sucesso na internet. É que ela foi clicada enquanto sorria. Isso mesmo, a ave dá uma espécie de gargalhada para a câmera.
O clique foi feito por Tin Man Lee, que andou muitos quilômetros em um parque de Washington, nos Estados Unidos, para registrar cenas de pássaros.
- Eu acho que a coruja estava fazendo um barulho, mas parece que ela está sorrindo. É comum que as corujas fiquem de olhos fechados durante o dia, então foi incrível ver essa com uma cara tão engraçada.


Viu só? Chega de ficar com essa cara fechada. Faça como a coruja e solte uma gargalhada!!!
Vamos sorrir mais! !!

Cobras famintas disputam Peixe em "cabo de guerra"

Solnet/The Grosby Group

Duas cobras entraram em uma verdadeira disputa de 'cabo-de-guerra' para decidir quem comeria o peixe-gato capturado no rio Arkansas, nos Estados Unidos.
A cobra d'água, a qual chamaremos de nº1, pescou sua presa nas águas do rio americano e arrastouo peixe até a margem para poder saboreá-lo com sossego.
Fazendo um esforço imenso para conseguir comer todo o peixe, sendo que ele era maior que a sua boca, a cobra nº1 permaneceu nas margens do rio por mais tempo.

Distraída, a cobra nº1 não vê o réptil de nº2 chegar. A segunda cobra tenta se aproveitar do momento e abocanha o peixe pela outra extremidade.

Cada cobra segurou firmemente o peixe com a boca e se recusou a soltá-lo. O 'cabo-de-guerra' chegou ao ponto em que os dois animais pareciam determinados a engolir a presa, que não se importariam em devorar um ao outro ao mesmo tempo.

Finalmente, a cobra nº2 desiste da batalha e deixa a nº1 saborear o peixe que havia pescado com tanto esforço.

veja:
                            Solnet/The Grosby Group

                            Solnet/The Grosby Group

                            Solnet/The Grosby Group

                            Solnet/The Grosby Group


                                                               INCRÍVEL!!! 



fonte :r7.com

sábado, 10 de março de 2012

Trabalho de parto mais longo da história demora 75 dias

joanna


Joanna Krzysztonek, da Polônia, teve que passar por um complicadíssimo trabalho de parto para poder dar à luz seus gêmeos.
Foram 75 dias em uma posição desconfortável e até risco de infecção no útero para salvar a vida de seus filhos.

Tudo começou quando Joanna perdeu um dos trigêmeos que estava esperando, que nasceu antes da hora demais para poder sobreviver, em dezembro de 2011, segundo o tabloide Daily Mail.

Para que os outros dois não tivessem o mesmo destino, ela teve que deitar em uma posição de 35 graus para trás, ficando até eventualmente tonta. O intuito era deixar a cabeça dela abaixo da altura do quadril.
Deu certo. Em 15 de fevereiro de 2012, com cesariana, nasceram Iga e Ignacy. Eles nasceram com 8 meses de gestação, prematuros também, mas com vida. Ainda estão na incubadora, mas devem sair do hospital normalmente.

O doutor Zimmer, que cuidou do parto, explicou que o nascimento dos bebês havia começado em dezembro, quando o primeiro saiu. Só que ele conseguiu colocar o cordão umbilical de volta e manter os bebês lá até o tempo necessário, em fevereiro.

De acordo com o Daily Mail, o trabalho de parto foi o "mais demorado da história". Abaixo, veja o recém-nascido Ignacy:

ignacy
Fonte: r7.com

Lindo! Que Deus abençoe esta familia!

Coca Cola e Pepsi mudam sua formula para evitar rótulo que adverte sobre o câncer





As empresas Coca-Cola e Pepsi mudarão o processo de produção de um de seus corantes para evitar colocar em suas garrafas rótulos de advertência sobre ingredientes cancerígenos, informou nesta sexta-feira (9) à Agencia Efe a Associação Americana de Bebidas (ABA, na sigla em inglês).

O corante de caramelo destas bebidas conterá a partir de agora níveis mais baixos de 4-metilimidazol (4-MEI), um composto químico que foi acrescentado à lista de substâncias cancerígenas no estado da Califórnia.

"A Pepsi e a Coca-Cola pediram a seu fornecedor de corantes que diminua os níveis deste composto para evitar colocar estes rótulos, algo que será aplicado em todo o país, mas isto não quer dizer que a fórmula das bebidas será alterada", explicou a ABA.

As mudanças já foram feitas para as bebidas produzidas na Califórnia, e serão estendidas ao restante do país.
"A ciência simplesmente não mostra que o 4-MEI seria uma ameaça para a saúde humana quando utilizado em alimentos ou bebidas. De fato, os resultados das agências reguladoras no mundo todo, incluindo nos EUA e Canadá, consideram que o corante de caramelo é seguro", acrescenta a associação.

A ABA insiste que o estado da Califórnia acrescentou este componente à lista de elementos cancerígenos sem nenhum respaldo científico.

"Uma pessoa precisaria beber mais de 2.900 latas de Coca-Cola por dia durante 70 anos para alcançar a dose mais baixa desse componente registrada entre os ratos utilizados neste estudo que gerou a decisão da Califórnia", explicou a ABA.

Segundo a associação, as duas companhias continuarão usando o corante de caramelo em certos produtos, como é habitual, e os consumidores "não notarão nenhuma diferença, nem terão que se preocupar com qualquer problema de saúd


Esse número de 2.900 latas... será que  alguem já consumiu tudo isso???
 Provavelmente sim!
SERÁ QUE NÓS , AMANTES DE COCA COLA, VAMOS DIMINUIR O CONSUMO POR CAUSA DISTO?!
acho que não!

domingo, 4 de março de 2012

Roupas que Tratam

Peças de vestuário com qualidades terapêuticas começam a ser fabricadas em diversos países.
São produtos inovadores que prometem efeitos como aliviar a dor muscular, afastar mosquitos
 ou melhorar sintomas de quem tem problemas de pele, como os pruridos. “A fabricação de vestuário
e tecidos com efeitos benéficos para a saúde é uma área em expansão”, diz Catarina Barbosa, da
empresa europeia New Textiles. A companhia produz a linha SkintoSkin, indicada como auxiliar no tratamento de problemas de pele como eczema ou psoríase. Segundo a empresa, o efeito calmante das peças é proporcionado pela associação das fibras do algodão puro com algas marinhas e sais de prata.
A combinação foi criada pela New Textiles em parceria com a Universidade do Minho, em Portugal. “Estamos exportando para países como Reino Unido, Japão, Rússia e agora também para o Brasil”, diz Catarina.

A marca inglesa DermaSilk produz roupas com a mesma finalidade, mas feitas de seda pura e sem tingimento. Já a NG Wear, também europeia, faz roupas que prometem afastar insetos usadas por um público vasto, que inclui de guias de viagem a recém-nascidos. “São peças para pessoas que vivem ou viajam em áreas de risco de dengue, malária e outros males transmitidos por mosquitos”, explica o engenheiro têxtil Manuel Pinheiro, administrador da empresa. Os produtos são feitos com diferentes tecnologias. As mantas de bebê, por exemplo, são confeccionadas com um tecido contendo microcápsulas de citronela, planta cujo odor repele insetos.


A melhora das dores musculares e da celulite também está na mira da indústria têxtil. Com essa finalidade, a empresa brasileira Invel investiu no desenvolvimento de tecidos com minerais. “Em contato com o calor do corpo, as peças refletem essa energia e produzem um efeito que melhora a circulação sanguínea”, afirma Carla Taba, diretora da marca. “São roupas que funcionam como coadjuvantes eficazes no tratamento da dor”, assegura Manoel Jacobsen, pesquisador do Grupo da Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Dados de um estudo patrocinado pela Invel e coordenado pelo médico mostraram uma redução de 45% da lombalgia crônica com o uso da camiseta por oito horas diárias durante 14 dias. “É preciso persistir para usufruir o efeito dessas roupas, mas dá certo”, diz a farmacêutica Rafaela Costa, 35 anos, de São Paulo. Ela usa uma camiseta com esses compostos minerais para dormir sempre que volta a sentir as dores intensas de uma bursite no ombro.

Os fios terapêuticos também são usados na área esportiva. Criado por brasileiros da Rhodia, o Emana ajudaria a regular a temperatura corporal ao controlar a absorção do suor. O fio é usado ainda pela Valisère na fabricação de uma linha de roupas íntimas. “Ele também retarda a fadiga muscular”, diz Daniel Gorescu, gerente de pesquisa da Rhodia. Com a mesma proposta, a americana Hologenix inventou o Celliant, método que permite colocar minerais nos fios e que está presente na produção de tecidos usados por marcas de artigos esportivos. “O Celliant possibilita melhor oxigenação dos tecidos, o que promove uma recuperação mais rápida após o esforço”, afirmou à ISTOÉ Seth Casden, presidente da empresa.

Embora a oferta de roupas terapêuticas esteja crescendo, o novo segmento ainda precisa enfrentar alguns desafios. Entre eles estão a necessidade de prolongar a longevidade de algumas dessas roupas (as peças antimosquito resistem a somente 20 lavagens, por exemplo) e acabar com a carência de estudos sobre a eficácia dos produtos feitos por pesquisadores independentes.

TRAGÉDIA no Hopi Hari, saiba tudo, e não deixe de ler o final por favor!

Descaso e irresponsabilidade

Morte de adolescente no Hopi Hari é resultado da imprudência do parque, que funcionava havia anos com brinquedos quebrados e sem manutenção adequada


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TRAGÉDIA
Gabriella morreu ao cair de uma altura de 25 metros. O parque foi interditado por dez dias
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O cenário da trágica morte da jovem Gabriella Nichimura, 14 anos, que caiu de uma altura de 25 metros de um brinquedo no Hopi Hari, o maior parque de diversões da América Latina, já estava montado há muito tempo. Quatro dias antes da morte da adolescente, em pleno feriado de Carnaval, a reportagem de ISTOÉ constatou que dez dos 58 brinquedos não estavam funcionando – por defeito ou manutenção. No início de fevereiro, quem agendava uma festa de aniversário no parque também não ficava sabendo que uma dezena de atrações estava fora de operação. A roda-gigante, segundo pessoas que trabalham no local, não funciona há meses. Esses são apenas os fatos mais recentes e que mostram o descaso do parque com o quesito segurança.

Gabriella foi lançada ao ar justamente por ocupar uma cadeira defeituosa. E o mais alarmante: a direção do parque tinha pleno conhecimento disso. A adolescente usou um assento que estava inoperante havia dez anos. Ou seja, há uma década pelo menos o brinquedo vem funcionando sem que haja plenas condições de uso. Os problemas dele, porém, eram muito maiores, como se viu. “A menina entrou em uma verdadeira arma, em um brinquedo fatal”, diz Rogério Sanchez, promotor que atua no caso. Há uma sucessão de erros grosseiros, evidências de descaso e irresponsabilidade que precisam ser punidos. Afinal, ao manter sem nenhum aviso uma cadeira defeituosa num brinquedo potencialmente mortal, o Hopi Hari assumiu claramente o risco de matar alguém, como terminou ocorrendo. 

Na segunda-feira 27, técnicos do parque acompanharam uma perícia da polícia. Em nenhum momento disseram que os peritos estavam olhando a cadeira errada. Foi preciso que a família da jovem apresentasse uma foto comprovando que o assento analisado pelos peritos não era o usado por Gabriella para que as investigações tomassem o rumo correto. Feita nova perícia, constatou-se que o travamento da cadeira abria durante a descida – isso projetou o corpo da menina para a frente. Além disso, o assento não contava com um cinto de segurança, como os demais.

O Hopi Hari foi inaugurado em 1999 com a pretensão de ser uma espécie de Disney brasileira.
A inexistência de fiscalização efetiva e a falta de mão de obra qualificada para operar os brinquedos
que oferecem risco estão na raiz do problema, e são terreno fértil para a negligência e a imprudência prosperarem, como se desenha neste caso. À polícia, o funcionário Vitor Igor Espinucci de Oliveira, 24 anos, disse ter checado as travas do La Tour Eiffel 15 minutos antes. Ele disse que avisou um superior do problema na cadeira, como já fizera outras vezes, mas não recebeu orientações sobre o que fazer. “Os operadores não têm autonomia para decidir”, diz Bichir Ale Júnior, advogado dele. “Meu cliente identificou um problema na trava, mas a garota estava fora do campo de visão dele. Ele avisou (a chefia) e foi informado de que a manutenção estava a caminho.” Ele e o operador Marcos Antônio Tomás Leal, 18 anos, disseram não ter visto Gabriella se sentar e informaram que essa responsabilidade era de outro funcionário, ainda não identificado. Estranhamente, oito das 20 cadeiras do brinquedo não estavam em operação naquela manhã.
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DOR
O Casal Nichimura: indignação com o fato de o parque ter aberto no dia do enterro

A falha que resultou na morte de Gabriella foi grosseira. Em depoimento, o gerente-geral do Hopi Hari, o suíço Stefan Fridolin Banholzer, disse que a bobina que alimenta o sistema de travamento daquela cadeira foi retirada, de modo que a trava era sempre mantida abaixada. As suspeitas são de que algum funcionário do parque tenha acionado a tal trava de segurança, permitindo que aquele assento fosse utilizado. “Além de negligência, foi imprudência não haver um aviso de interdição”, diz o delegado Álvaro Santucci Noventa Júnior, para quem houve dolo enventual, ou seja, quando se corre o risco de matar. Apenas na quinta-feira 1º, uma semana depois, alguém falou pelo parque: “Pode ter havido um erro crasso”, admitiu Alberto Toron, advogado do Hopi Hari. Com tanta insegurança para todos os frequentadores, o parque foi interditado por dez dias. Na segunda-feira 5, uma força-tarefa irá analisar todos os brinquedos, os procedimentos de segurança e o treinamento da equipe.

Diante da tragédia, o mínimo que se esperava, até por respeito à dor da família, é que o Hopi Hari não abrisse no dia seguinte. Mas, enquanto a jovem era enterrada em Guarulhos (SP), o parque abria as portas prometendo um sábado de alegria e diversão, como se uma tragédia não tivesse acontecido no dia anterior. A alegação? Respeito aos visitantes. Mas que respeito nutre o parque por seus clientes quando cobra R$ 79 de ingresso e não os avisa que quase 20% das atrações não funcionam? “Minha vontade seria fechá-lo definitivamente. Não só pela minha filha; falo pela população. Hoje foi minha filha, amanhã poderia ser qualquer pessoa”, disse Silmara Nichimura, que mora com a família há 19 anos no Japão, e vai pedir R$ 3 milhões de indenização. Evidências de que mais cadeiras do brinquedo oferecem riscos não param de surgir. Quatro dias antes do acidente, Rogério Luís Américo fez fotos do filho de 14 anos num assento cujo mosquetão de metal, que prende o cinto à trava de segurança do encosto, estava sem a mola de fechamento.

A certeza da impunidade certamente contribui para que parques assim continuem a operar no País. Não é o primeiro caso de morte no Hopi Hari. Em 2007, o estudante Arthur Wolf, 15 anos, morreu após sentir-se mal no brinquedo Labirinto, que espalhava uma fumaça cenográfica. . O menino sofreu um edema pulmonar por provável reação de hipersensibilidade, de acordo com o Instituto Médico Legal. O caso não trouxe maiores danos à imagem do parque, mas agora deve ser diferente. A morte de Gabriella pode trazer consequências negativas irreversíveis para a marca Hopi Hari. “O acidente pode afugentar os pais que querem levar seus filhos a um divertimento seguro”, afirma Marcos Hiller, coordenador do MBA em gestão de marcas da Trevisan Escola de Negócios. “O que ocorreu vai afetar o número de visitantes no parque, que tem altíssimos custos fixos e precisa de um imenso movimento para manter sua viabilidade.”

                      O Hopi Hari tem uma história repleta de percalços desde a sua fundação e está longe de alcançar o êxito esperado para um parque do seu porte. Os investimentos para sua criação chegaram a R$ 700 milhões, em números atualizados. Inicialmente pertencia ao grupo PlayCenter, dono de um parque na capital paulista. Quando a obra ainda estava em andamento, o parque foi repassado para a gestora de fundos GP Investimentos, que contou com dinheiro de quatro fundos de pensão de empresas estatais: Previ, Funcef, Petros e Sistel.

O parque também recebeu R$ 40 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ­(BNDES). Assim como outras dívidas, esta também teve que ser renegociada em 2001. Os executivos do banco público apontaram diversos erros no projeto, como importação sem critério da tecnologia dos parques temáticos americanos, falta de adequação aos hábitos culturais do brasileiro, além da construção a um custo elevado sem a devida sinergia com a região onde ele foi instalado. Ou seja, ao seu redor, não há um complexo de restaurantes, hotéis e outras atrações para entreter o visitante por alguns dias. “O modelo de negócios do Hopi Hari é repleto de erros desde o começo”, disse à ISTOÉ um investidor do setor de parques de diversão no Brasil. “Construiu-se um parque de destino (voltado para turistas que querem se instalar no local da atração) que depende de um público maior que o regional. Como não conseguiu isso, ele não dará um retorno de capital necessário para se manter”, completa.

 ISTOÉ apurou que, um ano antes, o Hopi Hari chegou a ser oferecido “de graça” a um grupo de investidores. Sem sucesso. Como ficou claro neste caso, para voltar a funcionar, ele precisa muito mais do que uma reestruturação financeira.





O casal Nichimura, tem sido um exemplo para muita gente de força e fé pela maneira  e serinidade que estão lhe dando com a situação. Mostrando também que com Deus,  as dificuldades dessa vida são mais fácieis de aguentar, a dor é muito grande , sem dúvida, mas a   fé  em Deus está ajudando, não só essa familia, mas também a muitas pessoas, que neste momento podem estar passando por lutas, e ao olhar o sofrimendo desses pais, e a força que eles demontram ter,  faz com que muitos de ós nos chegemos mais perto de Deus, e muitos dos que não conhecem esse Deus Maravilhoso, queiram conhecê-lo, e sentir esse poderoso amor  que conforta nas horas mais difícieis! É o verdadeiro Milagre do Amor!

Quero também  deixar aqui o meu recado para  as pessoas que  estão postando fotos do acidente em sua redes sociais: Por Favor , respeitem a dor da família,  ão façam  isso, se doi em min  ver uma imagem assim , imagina  a reação dos familiáres  ao ver essas imagem em suas redes sociais, isso mesmo,  a cad compartilhamento, aumentam as chances de chegar a uma pessoa da familia, principalmente a mãe, Silmara Nichimura, que adicionou muitos  contatos a sua página do facebook.  vamos respeitar ok?!!!        Marcella Kamila.


 Em sua ultima postagem :
"Oi amigos bom dia !!com muito carinho abri meu face a todos que quiseram me add. .A dor e grande e mas vejo o carinho e solidariedade amizade de todos ,por favor como mae e difícil ver alguns comentários agradeço pelas fotos mas por favor ...acho que já chega por enquanto .Creio que a justiça será feita porque Jesus o justo juiz esta conosco .me perdoem de verdade por estar escrevendo isso mas ainda dói muito ...fkem com Deus" Silmara Nichimura


sábado, 3 de março de 2012

Como nunca mais precisar fazer dieta!

Conheça a melhor forma de perder peso, com as dicas do nutricionista Hala El Shafie:

Monitore seus hábitos
Tente entender quando está comendo demais. Durante algumas semanas, mantenha um registro da sua alimentação, assim você pode ver o que está comendo e porque. Se você tem um trabalho estressante e ataca mais gorduras à noite, considere-se um “comedor de estresse”. Para outras pessoas, pode ser tédio, tristeza ou solidão – há uma série de razões pelas quais nós comemos além da fome. Trabalhe para aliviar essas emoções e você verá o progresso na alimentação.



Não passe fome
Muitos pensam que comendo menos vão emagrecer. Mas a falta de comida gera um impacto direto em seu metabolismo, e a partir do momento em que você volta a comer, seu corpo vai ganhar muito peso. Se não estamos nos alimentando direito – especialmente de proteínas – nossas reservas musculares ficam fracas. Dietas não funcionam se não forem sustentáveis.



Começando direito
Você deve tomar café da manhã. Seu corpo fica sem comida durante o sono, e pular a primeira refeição faz ele segurar gordura, e ir para o “modo de sobrevivência”. Uma vez que você estabelece uma rotina alimentar adequada, você vai perder peso. Mas passar fome só vai deixar seu corpo confuso.



Não negue vontades
Evitar alguns alimentos continuamente cria uma fixação mental. Se você se permitir, a mística e a excitação diminuem. Obviamente, chocolate e doces todos os dias vão fazer você engordar, mas uma ou duas vezes na semana está ok.



Mantenha a variedade
Olhe para os hábitos dos outros e note como elas comem as mesmas coisas em todos os cafés da manhã e nos almoços. Mire na variedade, nas cores e na atração. Foque no que deve ser bom para sua dieta.



A palavra com C
Não tenha medo dos carboidratos. Carboidratos complexos, como arroz e pão integral, são muito importantes, já que mantém o açúcar no sangue estável, são bons para o humor e contém minerais essenciais. Eliminar um grupo inteiro de alimentos implica em deficiências em minerais. Você não precisa comer uma quantidade enorme, mas um pouco.



Vá no seu tempo
É importante manter o seu horário para as refeições, o que significa não comer enquanto assiste televisão, lê ou trabalha no laptop. Se você não se concentra na comida é quase como não comer. Tire seu tempo para aproveitar a refeição.